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9 de março de 2009

Permita-se mudar de opinião

Eu passei boa parte da minha vida dizendo que não me casaria. Que teria filhos e um gato preto. Seria uma mãe solteira e uma profissional satisfeita. Criaria os filhos, cuidaria da casa e ainda de uma carreira. Pretensiosa eu sempre fui, confesso.
Dizia eu também, que moraria no Rio o resto da minha vida. Mas conheci Brasília. E conheci São Paulo. Certo que vou morar na capital fluminense, mas se a vida me soprar para outra cidade, grande eu espero, irei eu e minha bagagem sim, porque não?
Mudei de opinião muitas vezes, até daquelas que pareciam verdades absolutas. Caí em contradição. Retornei a opiniões anteriores. E farei isso quantas vezes mais forem necessárias. E quantas vezes a experiência me empurrar para outras idéias, outros arquétipos, distantes dos que pareciam imutáveis, intocáveis.
Mude de opinião sim, sem se importar com a opinião alheia, a quem não importa: o desprezo. O que os outros pensam, pensarão de qualquer forma.
Coitada de mim se não acreditasse na mudança humana, estaria trilhando no caminho da profissão errada.

3 de fevereiro de 2009

Radicais são um saco (e não estou sendo radical nessa afirmação)

Se você além de ser vegetariano, leva as coisas pro lado pessoal e não tem senso de humor, nem leia.
Eles estavam lá em 2005 quando ingressei no Colégio Pedro II. Estavam a muito tempo antes. Estavam a matar judeus, estavam a matar negros, estavam a matar homossexuais, estavam e acoplar bombas em seus corpos a fim de defenderem um ideal. A longo prazo a história pode sim ser interessante. Os motivos, os meios, os fins... Mas francamente, conviver com radicais é um saco.
Um bom exemplo de radicais são os vegetarianos. Eles lotam o perfil do orkut com fotos de açougue, com animais morrendo, ou mortos, ou cheios de sangue. Não satisfeito apenas em criar o álbum com as tais fotos, eles dedicam o espaço do quem sou eu, e ocupam comunidades a respeito do tema.
Os vegetarianos, ou vegan, como queira, acham que chocam as pessoas com seus vídeos e frases de efeito, mas nunca em minha existência pude ver alguém que tenha desistido das carnes por ver estas imagens. Eles juram que comer carne é desumano, porque era um animal que tinha vida e foi morto para acabar com a sua fome. A alface tem vida, e a cenoura, a beterrada, e o pepino também. E estes você, vegetariano realmente come vivo e quem tritura são seus dentinhos vegetarianos prontos pra matar a saladinha.
Vegetarianos acham que a árvore que tá lá pra semear seus frutos não sofre com um panaca que sobe lá pra tirar o que os alimentam? Não acham que elas são plantadas só para satisfazer a sua fome? Não sentem peninha da árvore não? Pois eu sinto.
E se os animais são amigos e não comida, convide uma vaca pra tomar uma cerveja, ou um tatu. Ou um burro, todos tem um amigo burro, eu pelo menos tenho um monte.
Quando radicais no geral irão perceber a diferença, a diversidade, e que não é preciso se afirmar perante o outro dessa forma visceral? Podem continuar com todas as formas de atingir a nós, apreciadores de um bom bife bovino, ninguém tem o que ver com isso e da minha comida cuido eu.
Vão pra Índia que lá a vaca é sagrada!

12 de janeiro de 2009

Violência Gratuita poderia ser gratuito

Não tenho muito crédito com minha família quando se fala de filmes. E se alguma hora passou pela minha cabeça agradar a todos, esse filme fez tudo ir por água abaixo. O longa Violência Gratuita deveria ser gratuito também, fazendo uma referência ao título. Se você procurar nos mecanismos de busca pelo nome do filme, verá que todos dizem ser uma obra muito polêmica, que divide as opiniões do público em quem ama e quem odeia.

A história se trata de um casal com um filho pequeno que vão passar uns dias na casa do lago que possuem. Enquanto o marido e o filho estão no barco, a mulher da família recebe a visita de um vizinho super educado pedindo ovos que diz ser um pedido dos vizinhos. Um pretexto atrás do outro, o rapaz não quer de jeito nenhum sair de casa, e assim chega o seu companheiro. A partir daí, com a chegada do marido e do filho o jogo de tortura psicológica e física tem início. E a palhaçada também. Tirando Hitchcock que refilmou sua própria obra, o diretor Michael Haneke refez o filme originalmente titulado de Funny Games, 10 anos depois. Tudo no filme é igual ao original, até a casa onde acontecem as torturas. E a violência realmente é gratuita e só me fez pensar: "como americano é babaca". Essa história clichê de entrar em uma casa e torturar os moradores é uma receita de bolo que não deveria mais dar certo. Filme idiota, e se não for gratuito, não o assista!

7 de janeiro de 2009

Confira os 18 selecionados para o Big Brother 9

MAIS DO MESMO....



Essas são as caras lindas que irão protagonizar o reality show falido que a Rede Globo insiste em promover. A notícia boa veio a cavalo, esta edição será a nona e a última. No blog da produção do programa o clima é de muita revolta. Os telespectadores acham os novos moradores da casa vigiada velhos, feios e com grana demais para merecerem ser vistos, acompanhados e ganhadores do prêmio. A edição conta também, com dois participantes da 3ª idade, o que causou controvérsias entre os viciados em bbb. Alguns defendem a idéia de que o famigerado premio deve ir para as mãos de quem realmente necessita desse dinheiro, o que não faz parte do perfil dos candidatos a milionário. A casa está composta por jornalista, modelos, empresários, radialista e ator, promotores de eventos, 3 advogada (!), matemáticos cursando doutorado em Engenharia Mecânica, assessora de imprensa, artista plástico, fonoaudióloga, etc. Outros, contrários a esse ponto de vista, acreditam que o programa é de entretenimento e não de auxilio aos pobres. Mas todos concordam, é a edição mais fraca em beleza dos participantes. Espera-se que o que falta em beleza sobre em conteúdo.

A dúvida que não quer calar: com 26 estados mais um Distrito Federal, qual foi o critério para colocarem 3 pessoas do Rio Grande do Sul?

29 de dezembro de 2008

Eu não sou uma boa pessoa

Eu não sou uma boa pessoa. Dessas amorosas e calorosas. Não tenho muito de receptiva e pra falar a verdade, detesto casa cheia. Tenho vontade de dar pulos de alegria quando todos saem, ah, como eu amo isso! Não consigo assimilar quando alguém diz que é triste morar sozinho. Triste? Faça-me o favor... a solidão é tão necessária quanto a companhia e ninguém é exatamente só. Mas não é por isso que não sou uma pessoa. Resumidamente, meu irmão foi casado com uma mulher que tem um filho de um cara que hoje está preso(!), a criança tem 9 anos e meu irmão tem cuidado dele mesmo estando separado da mãe do bacuri. É bem verdade que nunca fui adepta da Madre Tereza de Calcutá e digamos que carrego um singelo ódiozinho no coração pela biscate em questão. Se fosse só isso tudo ok, a gente passa a sujeira pra baixo do tapete, até porquê aquela mulher nunca mais vai pisar na minha casa e nem me dirigir a palavra, a menos que eu tenha alzheimer e esqueça de tudo. Mas o filho dela... Você pode até pensar como qualquer ignorante e dizer: "ohhh... e faz psicologia, hein!" mas é fato consumado, não consegui separar as coisas. Eu olho pra criança e lembro da mãe dele. Não consigo abraçá-lo, bem beijá-lo e muito menos lhe ser carinhosa. Não consigo, ponto final, sobe a legenda. Não sou perfeita, tampouco almejo ser. Ele é uma criança inocente que não tem culpa de nada, mas não consigo ser como era antes.

24 de dezembro de 2008

Então é Natal... a festa cristã!

Natal. Essa data me lembra parentes que só te vêem uma vez a cada ano se sentindo íntimos e perguntando coisas da sua vida - que você e ele sabem que não interessa. Você não quer responder e ele não está interessado na resposta. Ou quando está interessado, pergunta quando você vai casar, quando vai ter filhos ou quando vai terminar a faculdade. E os presentes? Bom quando você tem 12 anos e ganha o videogame do ano. Quando você já tem a minha idade fica um pouco desconfortável receber presentes sem presentear. E se você for uma pobre universitária como eu, desista. Um pouco de semancol não faz mal a ninguém. E o papa? Sem entrar nos méritos de religião - que havendo a possibilidade de Jesus e companhia terem existido não acredito que ele tenha sido santidade toda não - aquele cara só aparece nessa data do ano pra celebrar uma missa com uma palavra morta. E pra quê tanta comida? Até a meia noite o povo já beliscou tanto que na hora da ceia ninguém come satisfatoriamente. Sobra tudo pro dia seguinte e aí, nem fica tão gostoso assim. Isso pra não falar dos especiais da Globo, que não sei o que é pior: Xuxa pagando de freira ou Roberto Carlos cantando com a bateria da Beija-Flor (insulto às agremiações carnavalescas). A Globo insiste em celebridades falidas. A única coisa boa disso tudo é que pelo menos nessa época do ano eu vejo minha família reunida e em algum dia da semana passa Anastacia, e esse eu assisto a 11 anos. Feliz Natal.

22 de novembro de 2008

Onde o mundo vai parar?


Cada vez acredito menos no ser humano. Onde o mundo vai parar com pessoas escrevendo desse jeito? Sena? Forao? Espuço? Apois? Ese?

OMG.

20 de outubro de 2008

Boas vindas!

Não, não tô afim de ser coerente, não tô a fim de ser digna. Este blog não tem compromisso e muito menos responsabilidade social. Não tenho interesse em ser legal, e nem boazinha. Bem vindos ao A Fruta inteira.