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3 de maio de 2009

Como me tornei vingativa - Parte 3

Chegada a sexta feira, convidei esse cara e um amigo dele para se juntar a nós duas no barzinho. Pedi, implorei, supliquei a ele pra ir. Ele aceitou depois de tantos pedidos, ainda mais do amigo dele que queria sair comigo, como eu namorava sempre recusava. Fomos ao bar, lá estavam outras pessoas que trabalhavam conosco e todos se juntaram.
Cerveja vai, cerveja vem, o assunto preferido entre homens e mulheres vem à tona: sexo. Após muitas rodadas de cerveja, dissemos que estávamos indo para uma outra cidadezinha que havia ali perto para curtir uma rave na praia. O amigo do cara crente que iria faturar começou a insistir para os dois irem juntos. Um bônus com o qual eu não imaginava contar!
Enquanto ele desfilava mil argumentos completamente aceitáveis para não sair com o bebê jupteriano, eu o calei, o segurei bem forte pelo braço com uma das minhas mãos e olhando firme nos olhos dele eu disse: "vamos, por favor, faz isso por mim, esculaxa essa garota". Com a outra mão, retirei do bolso um aparelho de mp3 player e o mostrei para o cara dizendo: "e grava". Ele me olhou bem sério e finalmente disse sim. Começou a rir alto e gritou: BORA CAMBADA!
No meio da festa os dois foram para um Motel. Não vou entrar no mérito do conteúdo da gravação. Só posso dizer que todos os homens da firma ouviram, inclusive o diretor. De mulher, a única que ouviu fui eu, a mais interessada em ver a otária se dar mal. A gravação nunca chegou ao conhecimento dela, mas definitavamente me diverti com a situação. A garota realmente deu uma canseira no cara, mas de paciência. Era a prova viva de que cão que ladra não morde.
E antes de ir embora do Rio de Janeiro, pude ver a tal garota ser ridicularizada por seu desempenho, sem entender, enquanto todos riam.
Ah, fala sério, até que foi legal.

Como me tornei vingativa - Parte 2

Não fiquei tentando entender o porquê de ela ter sido tão falsa em nossa amizade. Já havia ouvido casos de pessoas tentando puxar o tapete da outra no trabalho, então para mim isso não era exatamente pessoal. A única coisa que me passava pela cabeça era: ela mexeu com a pessoa errada.
Foi então que quando cheguei ao trabalho no dia seguinte a convidei para tomar uma cerveja após o expediente, a intenção era fazermos um esquenta e depois seguirmos para uma festa em outra cidade. Ela, festeira que só vendo, aceitou mais que prontamente. 1/3 do plano havia sido resolvido. Me referindo ao tal cara que me contou da fofoca envolvendo meu nome, dizia com frequência entre os assuntos que conversávamos: "Ahh... essa garota merece se fuder por querer puxar o tapete dos outros... se eu fosse homem pegava só pra esculaxar. Você sabe que eu evito brigas físicas e discussões, mas eu adoraria vê-la sendo feita de otária por um cara."
E assim se seguiram meus dias até a sexta feira. Quando o tal cara ligava para minha mesa me contando mais novidades que ela havia dito sobre mim para o diretor, eu sempre soltava que ela merecia ser esculaxada para aprender a ser gente.
Somando-se a isso, a garota era louca por esse cara. Ele era um cara realmente atraente, moreno queimado de praia, cabelo preto, porte atlético, essas coisas. E vivia dando em cima dele, o convidando para sair e ele sempre negava, dizia que ela parecia o bebê jupteriano do Chapolin. Ela dizia por diversas vezes a ele, que iria dar uma canseira tão forte nele que ele não se arrependeria. Ele respondia que mulheres como ela só davam canseira porque depois de uma bimbada grudam como chiclete. Cafageste identificado, biscate doidinha pra dar. Estava tudo dando certo.

Como me tornei vingativa - Parte 1

Não sou vingativa. Não acredito que a vingança traga algum benefício prático ao vingador. Não raro trás muita dor de cabeça, isso sim. Me poupando do transtorno que é tramar algo para que alguém que me fez algum mal possa se ferrar, ganhei horas a mais de sono, do que aquelas pessoas que não sossegam enquanto não fazem o outro "pagar". Aliás, sempre segui a linha de pensamento que diz que a vida traz o que a pessoa merece, e por si só isso já é um tipo de vingança, digamos que passiva. Esse é um ponto que muitos se incomodam e soa como um verdadeiro plano maquiavélico: a indiferença.
Mas esse caso que vou contar aqui a coisa mudou um pouco de figura. Assim que terminei o ensino médio, comecei a trabalhar em uma empresa de grande porte. Haviam muitas filiais e a rotatividade era bastante alta. Na repartição onde eu trabalhava a equipe era harmônica e havia um clima de cooperatividade entre os funcionários. Logo fiz amizade com todos, uns logo de cara outros com mais resistência. Me tornei bem íntima de uma garota com a minha idade e logo estávamos saindo juntas para baladas e afins, e conversando sobre os gatinhos da empresa.
Todos estavam subordinados a um diretor que era meio taradão e vivia pedindo às meninas que chegassem mais cedo devido ao montante de serviço a ser realizado. Essa minha amiga, por diversas vezes me perguntava que horas eu chegaria no dia seguinte, para que ela chegasse junto a mim. A minha surpresa era que na hora que eu chegava ao trabalho, ela estava lá há muito tempo envolvida em um monte de papelada, documentos e etc, e o diretor me olhando com cara de poucos amigos como quem pensasse: "chegando tarde, hein mocinha, sua amiga tão esforçada chegou primeiro que você e já pegou no batente!".
Achava muito esquisito aquilo mas ainda não tinha maldado a coisa. Eu e a tal garota vivíamos conversando e rindo sobre tudo em um determinado setor onde o diretor não costumava ir com frequência. Quando era para ser feito atendimento ao cliente, a garota tinha a maior presteza. E eu vendo aquilo, continuava trabalhando com os documentos na minha mesa e com meu computador.
Como já havia dito, fiz amizade com todos da repartição e uma dessas pessoas, me contou coisas que chegaram ao seu ouvido por meio desta minha amiga. A garota havia dito para ele e para o diretor que eu era uma preguiçosa, que só queria conversar e a impedia de trabalhar com meu papo furado, e que por diversas vezes notou que quando o diretor nos chamava para chegar mais cedo eu me atrasava enquanto ela estava lá às 7h da manhã esperando a sala abrir. Você deve estar se perguntando porque um cara qualquer me contaria isso. Em 1º lugar homem gosta mais de fofoca do que mulher. Em 2º lugar, ele achava bem esquisito o fato de ela viver me abraçando e dizer que se sentia melhor por eu estar ali trabalhando com ela, e depois me delatar para o diretor.

9 de março de 2009

Permita-se mudar de opinião

Eu passei boa parte da minha vida dizendo que não me casaria. Que teria filhos e um gato preto. Seria uma mãe solteira e uma profissional satisfeita. Criaria os filhos, cuidaria da casa e ainda de uma carreira. Pretensiosa eu sempre fui, confesso.
Dizia eu também, que moraria no Rio o resto da minha vida. Mas conheci Brasília. E conheci São Paulo. Certo que vou morar na capital fluminense, mas se a vida me soprar para outra cidade, grande eu espero, irei eu e minha bagagem sim, porque não?
Mudei de opinião muitas vezes, até daquelas que pareciam verdades absolutas. Caí em contradição. Retornei a opiniões anteriores. E farei isso quantas vezes mais forem necessárias. E quantas vezes a experiência me empurrar para outras idéias, outros arquétipos, distantes dos que pareciam imutáveis, intocáveis.
Mude de opinião sim, sem se importar com a opinião alheia, a quem não importa: o desprezo. O que os outros pensam, pensarão de qualquer forma.
Coitada de mim se não acreditasse na mudança humana, estaria trilhando no caminho da profissão errada.

28 de janeiro de 2009

Saindo de relacionamentos vida nova, velhos vícios - Parte 2.

E já que estamos falando de música, falemos das músicas que o nosso Claussio compunha para sua banda. Deve ser fácil compôr quando se está lendo um livro e ao estilo ctrl c ctrl v, pegar frases de impacto de historiadores e transformá-las em verso. Se eu fosse uma intelectual com uma idéia roubada assim, processaria e sem vaselina. Mas ele não se importa com isso, com o perigo! Ele deve pensar em sequestrar os escritores também. Possui um público seleto (seletíssimo) e bastante fiel. Que vai a todos os festivais que a banda participa. Decoram as letras e cantam junto ao vocalista. São amigos, irmãs, pais, irmãos, primos...
Como todo revolucionário, ele devia ter um relacionamento ruim em casa. Isso ele deixava por conta de seu pai. Possuía um amor incondiscional por sua mãe, que era uma fofa. Já por seu pai, um ódio corrosivo. Lá nos muito antigamente, eu ficava tentando entender essa relação. Gastava algumas horas do meu dia pra entender o que levava um pai e um filho a se odiarem tanto. O tempo nos trás praticidade e assertividade, você vai ficando mais seca e não se interessa mais nem pelos motivos que levou seu namorado/ficante a agir de determinada maneira. Não entendia nada de psicologia naquela época, afinal, eu tinha apenas 17 anos. A minha teoria sobre o comportamento do Claussio era que ele depositava todo rancor e ódio do pai na sociedade, e cobrava dela uma relação mais justa. Mas isso tanto faz.
"I see dead people"
O personagem da vez, Claussio, tinha um quê de místico. Ele afirmava ver, ouvir e manter contato com seres mortos e entidades religiosas. E olha que não era através de psicografia e muito menos de centro de macumba, hein! Era como se fossem pessoas vivas. Certa vez, ele estava pegando o ônibus com uma ex-namorada, e ao que ela comentava que só havia os dois no ônibus, Claussio retrucou que havia mais uma pessoa, de chapéu perto da porta; a ex namorada achou que ele estava cheirado de loló, mas se tratava de um morto que só Claussio via. Em outra ocasião, estava em uma casa e ouviu passos e correntes sendo arrastadas, mas não havia ninguém acordado. E já em outra situação, uma entidade segurou firme os braços de Cláussio em uma rua escura e vazia, e disse que nunca iria deixá-lo em paz.


Em um show ele conheceu uma garota que parecia tão empolgada em resolver os problemas sociais quanto ele. E ele me enchia tanto o saco, que passei a comentar o quanto essa garota se parecia com ele, o quanto eles tinham afinidade e até o quanto ela era bonita. E iniciando a lógica estabelecida por mim desde que me relacionei com o dito cujo, o traí mais ou menos no 10º mês de namoro. Terminei pelo telefone mandando ele ir à merda. Prático e simples, sem chororô e sem precisar de explicar ou se preocupar se a pessoa vai chorar ou não.

Hoje o Claussio está casado, com a tal menina empolgada que ajuda nessas causas sociais. Espero que ela goste da idéia de pagar as contas do marido, até as mais bestas como um suco ou a passagem de ônibus. Ou espero que ele tenha mudado. Se bem que este mundo está tão mudado, né... vai saber.

E assim termina a história do nosso anti-herói, ops, quer dizer, apesar de tudo ele é um herói.

Talvez minha amiga realmente não tenha jeito para o amor. Talvez eu também não tenha. Ou talvez seja só uma questão de ajustar a lente pra não enxergar apenas os mesmos caras. Sair do foco vida nova, velhos vícios.

Saindo de relacionamentos vida nova velhos vícios - Parte 1.

Me reuní dia desses com uma amiga que há muito não via. Aquele papo de sempre e acabamos caindo nos relacionamentos. Dizia ela que não tinha jeito para o amor. E será que tem jeito? Ela dizia que por mais que variasse no cardápio masculino, sempre acabava se relacionando com o mesmo tipo de cara. Com alguma ou outra variação, com alguma ou outra intensidade, redondos ou triangulares, eram sempre quadrados. Não me surpreendi nada, nada, escolhemos quase sempre o mesmo perfil afetivo para namorar.

Uma vez estava no show do O Rappa, num domingo, e avistei um cara super estiloso (não, eu nunca vou pela beleza). Me interessei e consegui um jeito de abordá-lo. Ele me deu seu telefone e liguei durante a semana para saírmos. Iria ligar na quinta-feira, pra dar aquele ar de mistério inútil, mas ansiosa que sou liguei na terça e o convidei para ir ao Teatro assistir uma peça raríssima estrelada pela Fernanda Montenegro.

Nos encontramos no local da peça, após a peça, pois o babaca perdeu a hora e eu assisti ao espetáculo sozinha. Fazia um pouco de frio e comentei: "nossa, tá frio hein", na intenção de que ele me abraçasse e já rolasse o beijo. Tudo milimetricamente planejado. Sabe como é primeiro encontro, cada um ressaltando o que tem de melhor de si, aquilo que o outro vai se surpreender e ao mesmo tempo agradar. Ele, que vamos chamar aqui de Cláussio, era um ativista social. Possui uma banda de rock/rap, um tipo de plágio de Rage Against The Machine misturado com O Rappa.

Sabe aqueles loucos revolucionários? Ele era bem assim. Acreditava que um dia, através da sua música e de suas palavras iria alcançar a igualdade social. A sua música seria veículo de manifestação para atingir as autoridades máximas sobre as mazelas do povo. Ele era uma mistura de Che Guevara com Zapata, mas em sua forma mais exacerbada.

Era legal namorar um carinha assim, diferente, que pensa no futuro do povo. Legal? O cara era insuportável. Não tinha outro assunto a não ser a fome em tal lugar, a desigualdade em outro, a pobreza ali não sei onde. Coisas que todo mundo sabe, coisas que todo mundo se choca. Mas uma coisa é emoção e outra coisa é sentimento. É possível ter sentimento sem se emocionar, e se emocionar sem ter sentimento.

E a gente se emociona ao ver as calamidades desse mundo, mas não é por isso que vamos sair por aí na intenção de sequestrar a Juliana Paes, raspar sua cabeça e dar-lhe um choque de realidade para que a mesma use seu poder de influência na mídia para voltar os olhos da sociedade para o sofrimento de milhões. Aliás, nisso ele se empenhava muito. Não precisava de um emprego, ou de estudo. O que ele mais despejava suas forças eram nessas idéias de sequestrar gente influente no maior estilo V de Vingança.

Sua maior vontade era fazer um show durante um comício eleitoral, denunciando e protestando contra as mentiras dos políticos. Tinha a ilusão de que as pessoas sairiam do comício para ouvir o que ele tinha a dizer. Por falar em ilusão, talvez ele não soubesse que a polícia tiraria ele de lá antes mesmo do baterista contar "1,2,3!". Mas tenho a impressão de que já vi alguém fazer isso em algum lugar. Ah, sim, o Zack de La Rocha, vocalista do RATM teve essa idéia primeiro e já pôs em prática. O nosso querido Claussio parece meio copião, não é mesmo?

23 de dezembro de 2008

Primeira parada: São Paulo - SP

Estive ausente do fruta porque fui à São Paulo para o prestigiar a união do meu irmão Rafael e da sua noiva Vivi. Nunca tinha pisado meus pés 37 em SP na minha vida e, chegando à cidade a primeira coisa que vejo é um cara engravatado desabotoando a camisa com uma mão e segurando uma lata de skol na outra. Rapidamente ele tomou o primeiro gole e ficou a esperar o ônibus. Mais à frente, vejo uma mulher com a barriga caindo por cima da calça enquanto devorava um pacotão de cheetos. E mais um pouquinho adiante um casal de namorados trucidando um pastel de queijo em uma pracinha que vendia de soutiens a crepes e churros.

Pensei:
GENTE NORMAL. Que gostoso é ver as pessoas transitarem sem muito que se importar com os outros. Eram 17h ainda e os bares de Santa Cecília estavam lotaaaaaaados. Eram aniversários, comemorações de final de ano, amigo oculto ou simplesmente aquele encontro após o trabalho. O paulista vive para trabalhar e não é a toa que ás 17h ele vá merecidamente tomar aquela cervejinha para relaxar.

Mais tarde fui jantar e um rapaz da minha idade mais ou menos, bem vestido, cabelo arrumado, todo perfumadinho se aproximou, e antes que meu ego pudesse falar mais alto, ofereceu um dos sabonetes em forma de cachorro que estava vendendo, de bar em bar, de restaurante a restaurante às 20h da noite. Inevitável foi a comparação entre o itajaiense que morre de vergonha e se recusa a trabalhar no pescado, a maior gama de emprego da cidade e aquele jovem que estava ali a vender sabonetes como ambulante.

Fiquei emocionada e não deixei de pensar no que poderia ser a vida dele, ele poderia estar vendendo na noite para comprar remédio para a mãe doente, para pagar a faculdade, ou simplesmente para comprar suas roupas de marca e seu perfume importado. Honestamente, isto pouco importa. Aquele garoto, para mim, é um exemplo de superação.

Ah, e os motoboys? Não pude não ficar alarmada com aqueles motoqueiros voando e quase arrancando o retrovisor junto à eles! Vão passando e buzinando como quem diz:
saia da frente porque eu estou passando!. Incrível como tudo aquilo que passa na TV sobre barbáries e mortes no trânsito é a mais pura verdade.

Me impressionou também, saber que o Maluf mandou construir prédios na frente das favelas para tapar a
imagem feia para a cidade que elas representam. E assim fica, prédios lindos na frente, a realidade nua e crua por trás. E como parede de um dos barracos de madeira, um cartaz de divulgação do ex prefeito.
A cidade é pura correria, o povo é educado mas não simpático e até os próprios paulistanos se perdem com tantas ruas e avenidas. Quem conhece São Paulo entende o porquê da resistência das mulheres que participam do
Vai dar namoro, quadro do programa

O Melhor do Brasil da Rede Record, em conhecerem pessoas de bairros diferentes. É um parto se locomover de um bairro pro outro, e em virtude do gasto emocional e principalmente financeiro, melhor é se relacionar com alguém do mesmo bairro, rua e melhor ainda prédio.

A cidade me dá a impressão de lugar habitado. De pessoas habitadas. O corre-corre, os bares cheios, os pagodes no domingo, os grafites espalhados pelos muros me dão a sensação urbana que eu tanto gosto. Eu adorei São Paulo e assim que puder, volterei novamente.

22 de novembro de 2008

Onde o mundo vai parar?


Cada vez acredito menos no ser humano. Onde o mundo vai parar com pessoas escrevendo desse jeito? Sena? Forao? Espuço? Apois? Ese?

OMG.

14 de novembro de 2008

Sinais em Santa Catarina - Extraterrestres atacam no Brasil



Mais de vinte anos depois da primeira aparição dos círculos misteriosos nas plantações, Santa Catarina, recebe seus primeiros sinais de ET's. A cidadezinha de Ipuaçu amanheceu em polvorosa com a novidade que vem atraindo turismo e até excursões para ver a arte criada. Engraçado, porque esses círculos são criados à noite? O primeiro "sinal", ocorrido na Inglaterra, foi descoberto após o fim de semana. Será que os extraterrestres preferem trabalhar na calma do fim de semana ou serão eles seres noturnos? Ou será ainda que a noite se torna mais fácil para humanos desocupados trabalhar a fim de não serem descobertos?
Os círculos são perfeitos, muitos argumentam que não há - nem na Inglaterra, nem em qualquer lugar - rastros de pneus até os sinais, nem máquinas agrícolas. Muito menos dobras ou quebras nas hastes das plantas, e todas em sentido horário.
O ufólogo Ademar Gevaerd, editor de uma revista de ufologia, esteve na plantação e recolheu alguns exemplares para examinar, acredita ele que em outros casos houve alteração no dna da planta. Gostaria de saber se o senhor Gevaerd, assim como todos os ufólogos, tiveram a idéia de recolher outras amostras (material tem de sobra) ao redor do mundo, para análise em algum laboratório. Acredito eu que este procedimento que nunca foi adotado, serviria para calar a boca dos céticos além de acabar com o mistério em volta dos tais círculos.



Um pouco de história:
(Manual de como enganar os trouxas da sua cidade)

Um casal de velhinhos bem simpático resolve pregar uma peça nos seus amigos da roça. Eles acordam de madrugada e com uma enorme corda nas mãos, se dirigem até o meio da lavoura. Lá, um de cada lado esticam a corda e começam a andar em sentido horário, inclinando as hastes das plantas. Apóiam seus braços para fixarem ainda mais no chão. No dia seguinte, chamam seus vizinhos para ver o feito que apareceu em sua plantação. Sem pneus, sem máquinas, nem marcas de humanos, sem dobra nas hastes. Todos muito surpresos, chamam a imprensa local, a imprensa local atrai visitantes, os visitantes atraem dinheiro. E a partir daí vocês devem imaginar o resto. Mais círculos nesta plantação apareceram até que os velhinhos resolveram contar o segredinho que guardavam. Mas como um vírus, a idéia se espalhou e desde então, surgem 200 novos círculos a cada ano, e com estudos que surgiram no final da década de 70, ninguém sabe quem fez esses sinais. Agora você sabe e na falta do que fazer, engane os trouxas e ainda ganhe uma grana com turismo. Os "sinais" nada tem de misterioso ou fantástico, ou místico. E são feitos da mesma forma que eram feitos lá na Inglaterra pelos velhinhos pregadores de peça.






(Exemplos de alguns sinais encontrados na Inglaterra.)

12 de novembro de 2008

Novas formas de agasalhar o croquete

É meu amigo, os cães ladram e a caravana passa. Quem diria que um dia você colocaria DUREX no seu falo amigo?
A empresa Durex preparou para quem quer exibir seu pênis de forma muito mais estilosa, roupinhas que você pode imprimir e vestir. Para quem quer inovar e surpreender a parceira, a idéia parece ótima.
Confira abaixo alguns exemplares, e se quiser dar uma olhada no site, ache sozinho o link.

Camas andando nos grandes centros urbanos


O que São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Porto Alegre tem em comum? Antes de entrar conseqüentemente em bairrismos, respondo. Camas andando pelas ruas e principais avenidas, causando estresse para os mais apressadinhos querendo chegar ao trabalho, atraindo os flashs de câmeras de celular às câmeras digitais, tumultuando e confundindo os guardas que não sabem se multam a dorminhoca sobre a cama ou se auxiliam em sua passagem. Mas fiquem calmos, não se trata de mais um meio de transporte, dos muitos que surgem por aí e não emplacam. Trata-se da nova campanha da Clean&Clear Morning Energy. Se fôssemos homens, acordar seria o significado de passar um sabonete em barra na cara, escovar os dentes e pronto. Mas como complicamos até no acordar, a Clean&Clear lança essa linha que consiste em um gel de limpeza adstringente e hidratante que ajuda a despertara pele pela manhã. Prático pra quem não quer acordar e sair com a cara amassada para trabalhar ou estudar. Para quem se esconde (como eu) e não mora nos grandes centros urbanos, teremos que esperar o produto chegar até as prateleiras de lojas especializadas em cosméticos, ao passo que muita gente já está aproveitando as amostras distribuidas por onde a cama bizarra passou. Fica aí a dica.