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30 de maio de 2009

O Rio de Janeiro continua azul

Estou de volta mais uma vez depois de uma pequena temporada no Rio de Janeiro. Além de rever o amor, tinha que deixar tudo encaminhado para o casamento. A primeira parte foi atingida plenamente. Já a segunda... vai me exigir mais idas à cidade maravilhosa.

Fazia tempo que eu não viajava de avião pago. Na verdade só foram 2 vezes que viajei de avião pago na minha vida, todas as outras eram de aviões da aeronáutica. Desta vez, tive uma experiência azul.

Chegando ao aeroporto para realizar o check-in, conheço uma das vozes mais bonitas da música brasileira. A do inconfundível Fausi, vocalista da Tribo de Jah. Conversamos um pouco sobre os projetos pessoais e da banda. Fausi me disse que o grupo gravará um DVD na Amazônia. Assim que entramos no avião, me deu um cd promo do grupo, chamado Refazendo. Nunca fui muito fã de reggae, mas aprendi a gostar conhecendo a pessoa maravilhosa que o Fausi é, e ouvindo as músicas tocantes do cd.

Até apresentei ao Marcelo, e ele também gostou muito, e como ele mesmo disse: “são ótimas músicas para se ouvir em casa, e relaxar”. Já no avião, pude desfrutar de uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida. Sei lá porque, mas aquilo me pareceu novidade e me encantou de forma que eu não conseguia parar de olhar o céu visto de cima. Que coisa maravilhosa...

Os aviões da Azul são confortáveis e possuem uma tela de LCD em cada poltrona para que o passageiro possa assistir a 4 opções de canais.

Hoje a companhia conta com 9 aeronaves e ao longo de 2009 receberá um novo avião por mês, totalizando 14 aeronaves em dezembro.

O planejamento de frota da companhia prevê a entrega de novas aeronaves ao longo de três anos, chegando a 42 unidades no final de 2011 e 78 ao final de 2013.

11 de maio de 2009


Oi pessoal! Tenho andado distante do blog por razões pessoais e infelizmente assim vou permanecer por um bom período! Além de ter que concluir o TCC, estudar Direito para prestar concursos públicos, viver na ponte aérea para falicitar a organização do meu casamento, mais as matérias que eu tenho que estudar se eu quiser fazer valer meu diploma de psicóloga, estou de mudança do apartamento onde eu morava. Me mudei para uma casa bem bacana e o meu cachorro Rubinho tem bastante espaço pra correr e etc! Por isso vou me ausentar um pouco do blog e quando diminuir esses compromissos fico mais livre para vir aqui lorotar com vocês!

Beijo grande para todos os leitores!!
PS¹.: Nada poderia ter sido melhor que a vinda do meu irmão e da minha cunhada para Santa Catarina. Mesmo sabendo que em dezembro eu volto para o Rio de Janeiro, a presença desses dois fofos só me traz alegria!
PS².: Você é um fooooofo, Marcelo!! (tá, tá, eu prometo parar com a pieguice)

3 de maio de 2009

Como me tornei vingativa - Parte 3

Chegada a sexta feira, convidei esse cara e um amigo dele para se juntar a nós duas no barzinho. Pedi, implorei, supliquei a ele pra ir. Ele aceitou depois de tantos pedidos, ainda mais do amigo dele que queria sair comigo, como eu namorava sempre recusava. Fomos ao bar, lá estavam outras pessoas que trabalhavam conosco e todos se juntaram.
Cerveja vai, cerveja vem, o assunto preferido entre homens e mulheres vem à tona: sexo. Após muitas rodadas de cerveja, dissemos que estávamos indo para uma outra cidadezinha que havia ali perto para curtir uma rave na praia. O amigo do cara crente que iria faturar começou a insistir para os dois irem juntos. Um bônus com o qual eu não imaginava contar!
Enquanto ele desfilava mil argumentos completamente aceitáveis para não sair com o bebê jupteriano, eu o calei, o segurei bem forte pelo braço com uma das minhas mãos e olhando firme nos olhos dele eu disse: "vamos, por favor, faz isso por mim, esculaxa essa garota". Com a outra mão, retirei do bolso um aparelho de mp3 player e o mostrei para o cara dizendo: "e grava". Ele me olhou bem sério e finalmente disse sim. Começou a rir alto e gritou: BORA CAMBADA!
No meio da festa os dois foram para um Motel. Não vou entrar no mérito do conteúdo da gravação. Só posso dizer que todos os homens da firma ouviram, inclusive o diretor. De mulher, a única que ouviu fui eu, a mais interessada em ver a otária se dar mal. A gravação nunca chegou ao conhecimento dela, mas definitavamente me diverti com a situação. A garota realmente deu uma canseira no cara, mas de paciência. Era a prova viva de que cão que ladra não morde.
E antes de ir embora do Rio de Janeiro, pude ver a tal garota ser ridicularizada por seu desempenho, sem entender, enquanto todos riam.
Ah, fala sério, até que foi legal.

Como me tornei vingativa - Parte 2

Não fiquei tentando entender o porquê de ela ter sido tão falsa em nossa amizade. Já havia ouvido casos de pessoas tentando puxar o tapete da outra no trabalho, então para mim isso não era exatamente pessoal. A única coisa que me passava pela cabeça era: ela mexeu com a pessoa errada.
Foi então que quando cheguei ao trabalho no dia seguinte a convidei para tomar uma cerveja após o expediente, a intenção era fazermos um esquenta e depois seguirmos para uma festa em outra cidade. Ela, festeira que só vendo, aceitou mais que prontamente. 1/3 do plano havia sido resolvido. Me referindo ao tal cara que me contou da fofoca envolvendo meu nome, dizia com frequência entre os assuntos que conversávamos: "Ahh... essa garota merece se fuder por querer puxar o tapete dos outros... se eu fosse homem pegava só pra esculaxar. Você sabe que eu evito brigas físicas e discussões, mas eu adoraria vê-la sendo feita de otária por um cara."
E assim se seguiram meus dias até a sexta feira. Quando o tal cara ligava para minha mesa me contando mais novidades que ela havia dito sobre mim para o diretor, eu sempre soltava que ela merecia ser esculaxada para aprender a ser gente.
Somando-se a isso, a garota era louca por esse cara. Ele era um cara realmente atraente, moreno queimado de praia, cabelo preto, porte atlético, essas coisas. E vivia dando em cima dele, o convidando para sair e ele sempre negava, dizia que ela parecia o bebê jupteriano do Chapolin. Ela dizia por diversas vezes a ele, que iria dar uma canseira tão forte nele que ele não se arrependeria. Ele respondia que mulheres como ela só davam canseira porque depois de uma bimbada grudam como chiclete. Cafageste identificado, biscate doidinha pra dar. Estava tudo dando certo.

2 de maio de 2009

Fazer a diferença

Existem pessoas que passam em nossas vidas sem tocar. Que entram por alguma razão e vão embora tão rapido quanto entraram. Que deixam de existir. Que não acrescentam e nem levam nada consigo. Já outras pessoas, não posso afirmar se por obra de Deus ou coisa parecida, muitas vezes com pouco contato transformam nossa vida de forma inigualável.
Isso é fazer a diferença. É entrar pra somar. Saber que independente do tempo que estiverem juntos o aprendizado será mútuo. Fazer a diferença é oferecer ao outro um ouvido sem julgamento, um ombro confortável, um carinho na cabeça, uma palavra como: "eu sei que você está errada, mas estou com você mesmo assim".
Piegas, eu sei. É que hoje assisti o filme Um amor para recordar. E se ainda havia alguma dúvida, medo ou receio, eles se desfizeram por si só. Um amor não é verdadeiro quando não faz diferença. Quando não modifica. Quando não opera milagres. Talvez por eu estar tanto tempo sem ver meu noivo tenha sentido tanto a falta de alguém que quando entra na nossa vida se faz notar. Fazer a diferença é principalmente aceitar a diferença, se entregar sem medo, é se pôr no lugar do outro. Nem preciso dizer que chorei mais que sanfona assistindo ao filme, né?! Não só pela história, mas pela escolha que fiz. E se ainda resta um pedacinho de fé escondido nesse meu coração calejado pela vida, esse pedacinho de fé me fez agradecer a essa força misteriosa e grandiosa que me fez encontrar alguém que me fez diferença e me faz querer ser alguém melhor.
Para minha amiga que me ligou hoje aos prantos por ter descoberto coisas desagradáveis sobre o ex-namorado: não desista do amor. Não procure nos outros um objeto de amor em potencial. Faça a diferença pra ti. Almas saudáveis encontram almas saudáveis. Antes de mais nada, é preciso cuidar do seu jardim, deixar fluir e quando menos esperar vai encontrar quem fará diferença na sua vida. Assim, sem pedir, sem forçar.

17 de abril de 2009

A fruta inteira


Olha aí as meninas mostrando que são adeptas da fruta inteira!

14 de abril de 2009

Cada cabeça é um universo.


Cada cabeça é um universo. Vivemos em turbilhão diariamente, amamos, sofremos em quem está ao lado nem ás vezes sabe. Podemos dizer algo, mas, nem tudo se percebe, nem por apenas um olhar. A alma está vazia e a cabeça cheia, pensamentos que invade, que questiona, que sofre.
Podemos ter tudo e em volta quem vê acha que somos felizes, que conquistamos o topo do mundo e assim não desejamos mais nada. Pura ilusão do mundo padrão que oferece a luxúria e provoca insensatez em quem recebe as pratas do céu pelo o seu reconhecimento.
Mas se mesmo tendo tudo não temos nada? Como fica? Como fica, acordar numa mansão de frente para o mar, ter um carro com GPS, DVD e aro 22, um guarda-roupa com as marcas mais cobiçadas, como fica tendo tudo isso e por dentro sabe que ainda falta alguma coisa?Seria considerada uma pessoa louca largar tudo isso? Jogar para o alto tudo aquilo que sempre sonhou? Acho que não. Pra alguns sim que estão na lama e não sabem o preço da fama, mas é aquilo, alguns até reconhecem que saíram da lama e hoje tão onde estão sabem o valor de cada centavo que recebe pela a sua luta diária, alguns não, se esbaldam em festas, celebridades por acaso, rasgam notas de cem sem nem se preocupar e ainda dizem: Foda-se.


Nem para todos são assim. Muitos não esquecem suas origens, sua vontade em ser feliz e rever os amigos de infância em esquecer que é da sociedade taxado como “rico”. Querem apenas ser feliz, ter uma vida em paz, poder sair sossegado, poder rever amigos, poder ser o que era antes de ser famoso. Dizem que esse é o preço que se paga, sua vida invadida e estampada em jornais e revistas, mas como disse, temos uma escolha assim como decidimos ter tudo isso, podemos jogar tudo isso fora, basta apenas querer.

Eu poderia ficar aqui o dia todo debatendo sobre isso, mas somente quem passa por essa situação sabe o que está sentindo, por que muitos irão dizer o fato de ser louco largar tudo o que conseguiu, esse ainda continua cedo nesse mundo. Por isso, tiro o chapéu para o jogador Adriano que deixou de receber um salário de quatro milhões de reais para apenas ser feliz no lugar onde ele realmente sente feliz, a favela.


Isso é ter candura, ter a coragem de decidir o que é para melhor para ele, sem ter que ouvir opiniões alheias para colocar uma interrogação em sua cabeça, apenas quer ser feliz, ter uma vida simples, ter amigos de verdade ao lado, ficar perto de quem o ama sem ter medo de dizer para quem quer que seja, que sente melhor nesse canto do que aquele que muitos sonham e dizem ser um mar de rosas. Como falei no início, cada cabeça é um universo.


Texto de Ben.

11 de abril de 2009

Entre a psicose e a neurose

Branco ou preto. 8 ou 80.
Tenho uma amiga borderline. O que pareceria um prato cheio aos estudantes de psicologia me pareceu um filme de péssimo gosto. Antes de limitá-la a borderline, eu tenho simplesmente uma amiga. Hoje este termo é tão comumente usado e sem sentido, que posso afirmar que tenho uma irmã. Que disferiu para mim golpes como: "você não sabe nada, por isso só confio em médicos", somente por eu não saber a classificação no CID 10, agora eu sei, F60.30 – Tipo Impulsivo. Respondi com ironia que ainda não consegui decorar o famoso livro dos transtornos mentais, mas que sabia pelo menos que o DSM IV é melhor nos diagnósticos. Ela disse que estava melhorando devido aos medicamentos que estava tomando, ácido. Mas ácido mesmo estava seu humor. E eu estourada do jeito que sou, detive-me diversas vezes para não acabar sendo grossa ou agressiva. Isso é o que ela menos precisa.
O DSM IV é claro: “um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos”.

Muitas coisas do passado hojem fazem todo sentido. A instabilidade afetiva, a acentuada reatividade do humor, a irritabilidade ou ansiedade. O sentimento crônico de vazio, a raiva inadequada... Coisas que antes me faziam crer que ela era apenas... excêntrica.

Vai precisar tanto da terapia, quanto do apoio dos amigos. E embora eu quisesse a minha amiga excêntrica de volta, farei o que tiver ao meu alcance para tornar a vida dela e dos amigos em comum mais saudável.

9 de abril de 2009

Podem o chamar de Mister Niterói

Gustavo Black Alien é um conhecido cantor de rap nacional, caracterizado por suas letras que misturam expressões em inglês, peso social e uma grande mistura musical que nos remete ao ragga, ao reggae, ao drum'm'bass e ao miami bass. É autor do hit Como Eu te Quero, que concorreu ao VMB na categoria de melhor vídeo de rap. O Clip que contou com a participação do De Leve tocando violão, fez meu cansado coraçãozinho bater mais forte por reunir minhas duas paixonites adolescentes. Nada de Backstreet Boys ou N'Sync, sempre fui apaixonada pelo Black Alien e pelo De Leve, vai entender...
Antes de partir para a carreira solo, com o disco Babylon by Gus, que é uma referência ao cd do Bob Marley, o Babylon by Bus, o ragga man havia formado uma dupla com o MC Speed, empreendido uma parceria com o baixista do Paralamas do Sucesso Bi Ribeiro.
A atriz Fernanda Lima ao protagonizar uma novela, solicitou ao rapper que fizesse uma música para sua personagem, resultando em Coração do meu mundo, uma das faixas mais fofinhas do cantor.
Atualmente, o meu conterrâneo compôs uma faixa para o músico Frejat. Vamos ver o que sairá desta nova parceria.

Em tempo: Black Alien se apresenta HOJE no Kiwi Bar, localizado na Praia Brava - Itajaí. Os ingressos variam de R$20,00 a R$50,00.

6 de abril de 2009

Meu presente de aniversário dele!

Amanhã é o dia em que o Marcelo completará 30 aninhos! Será um dia de muita alegria, no caso dele muito trabalho, e nenhuma festa! Isto porque a religião da qual ele acredita, condena a prática da festa de aniversário por ser uma festividade pagã. O costume de dar parabéns e presentes, juntamente com o ato de soprar velas, dizem respeito a espantarem os maus espíritos e demônios que por ventura possam vir a assombrar a pessoa. Há três anos ele vem tentando me aproximar da idéia que uma hora ou outra ele irá parar de me desejar feliz aniversário, e que só o faz por ser importante para mim. Mas isso é assunto para outra postagem.
Essa semana estive relendo emails que mandávamos um para o outro desde que nos conhecemos. Da promessa de ficar junto, do amor que declarávamos um para o outro e principalmente da força que ele me deu para permanecer no propósito de terminar minha faculdade.
Entre esses emails que eu guardo em uma pasta entitulada de "Eu e Meucelo" (piegas, eu sei), havia um onde eu dizia que ele era exatamente o tipo de homem que eu admirava, que eu tenho como ideal, e que eu queria para mim. Não me surpreendeu que ainda hoje eu pense assim. Marcelo não mudou em nada em questão de valores e moral, o envolvimento dele com as pessoas, sua garra, sua força, seus ditados populares, crenças e a flexibilidade de mudar em si o que incomoda o outro. Possui milhares de defeitos, mas a disposição de melhorá-los, abrandá-los é tamanha que compensa. Ele possui disponibilidade para se adequar. Para ele, não terá festa amanhã. Mas para mim sim. É o dia que eu vou agradecer sempre à D. Cleuseny por ter me dado esse presente enorme, que tem preenchido minha vida de sabedoria, de alegrias, de aprendizados e principalmente de riqueza emocional. A minha vida é compartilhada com alguém que entende que uma relação saudável é baseada no eu-tu. Não no eu-isso, nem no eu-eu, e muito menos no outro-outro. O aniversário é dele. Quem ganha os parabéns é a minha sogra. O presente quem ganha sou eu.

(essa foto é véinha pra cacete... foi tirada no dia que eu fui embora, e quando eu dei pra ele a clave de sol pra ele lembrar de mim ;])

4 de abril de 2009

Elabore o luto, viva e deixe viver

Nada mais natural que a morte, afinal tudo que tem um início, fatalmente terá um fim. Todos sabem disso, mas muitos preferem se enganar pensando que tudo é eterno. Um namoro, um casamento, um cachorro, um emprego, uma amizade, você mesmo. Perde-los nunca está no roteiro.

Mas vem a falta e esta falta pode trazer a dor do que não aceitamos e consequentemente traz também sofrimento. E por não aceitar, há luto. Enquanto a realidade nega o objeto de desejo, nós negamos que o nosso desejo foi negado pelo pela realidade, resultando em dor. Nos revoltamos contra a vida, a achamos injusta, e sofremos ainda mais.



A vida é um breve instante na eternidade, é imprescindível que seja bem vivido, do contrário, a vida seria um vazio sem sentido. Dentro de cada vida, muitas outras vidas se mostram presentes, vidas que a todo instante deixam de ser, deixam de existir, porque outras vidas estão à espera. E cada finalização dessas breves existências, trazem o luto e sua necessária elaboração. Isto nos possibilita o desapego, a libertação de uma das mortes de nossa vida, para que novas vidas possam nascer.
Há pessoas que quando não tem o objeto de desejo, desdenham-no. Falam mal. A fim de dar a entender a si próprio que o objeto de desejo é negado e isento de qualquer intenção de tê-lo para si. Assim como a o macaco que ao não conseguir pegar as bananas dizia que não as queria porque estavam podres. Essas pessoas cultivam sentimento de vingança pelo que o outro tem, se sentem injustiçados, se revoltam contra os bens dos outros, cultivam sentimentos de inveja e recalque. Tudo por não possuírem o que mais querem.

"Elaborar o luto é se libertar do desejo, quando ele não pode ser realizado."

A elaboração do luto é a ponte que nos leva da dor ao prazer. Luto é aprendizagem, é experiência.

Elaborar o luto é aceitar a realidade tal qual ela é. É viver com a ausência, com a perda, e buscar algo novo que possa o preencher.

Perder algo que amamos nos causa dor, isso nos tira a identidade, nos anula, e o gosto da morte permanece, porque é como se nós mesmos tivéssemos morrido. O pensamento que impera é que "eu só era alguma coisa porque tinha minha namorada, minha mãe, meu marido, meu emprego, meu carro, meu dinheiro". Perde-se a identidade, então nos sentimos sozinhos e enfraquecidos para aceitar, mesmo o que já era previsto.

Porém, tudo é uma questão de escolha: o sofrimento da perda do que um dia foi, o pesar por aquilo que nunca aconteceu, ou, a lembrança feliz do que foi, do amor que por um tempo preencheu nosso viver. À que se ter gratidão pelo passado.
Tenha gratidão pelo que aconteceu no passado e aceite que o que acabou, acabou. O que morreu, morreu. Permita-se outras vivências.

O trabalho de luto é aprender a dizer sim, tanto para a vida, quanto para a morte; para os ganhos e para as perdas.
Elabore o luto. Viva e principalmente, deixe viver.




PS.: Para assistir: O Quarto do Filho (2001)

Seja Bem-Vinda Julia!

Só para dar os parabéns ao Pedro, o papai do ano, que recebeu esta coisinha linda nos seus braços recentemente!
Pedro é um cara amigo de verdade de Brasília e merece, ele e sua família toda felicidade do mundo, e muita paz e amor, como a própria Julia está mencionando!
SEJA BEM VINDA A ESSE MUNDO DE LOUCOS JULIA!

12 de março de 2009

Produção cultural e cultura de elite: eu separo.

Sou assumidamente popular. Não tenho o menor problema de verbalizar isso, até porque muitas das coisas que grande parte das pessoas considera como sub cultura, eu considero como produção cultural de uma determinada população. Sempre separei cultura de elite de produção cultural. Até os nove anos de idade morei em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro. Lá, tive a oportunidade de conviver com paraenses, maranhenses, piauienses, cariocas e muitas outras pessoas que me propiciaram vivências extremamente ricas, desde musicais até alimentares. E como me orgulho de poder ter convivido com pessoas tão diferentes e com tanto pra mostrar. Hoje eu posso chorar com uma música do Fagner, achar que uma determinada música do Calypso diz muito sobre meu momento atual, me identificar com uma música da Alcione. E assim eu sigo, andando e vivendo. As músicas populares trazem uma bagagem grande de conteúdos emocionais e extremamente verdadeiros, que muitas vezes eu não identifico nas músicas de cultura de elite.
Mas existem aquelas músicas, as chamadas músicas ruins que são boas, que não tem nada de visivelmente atraente, mas se tornam interessantes.  No meu caso, meu irmão do meio vivia cantarolando trechos dessa música. Cantarolando, estou sendo boazinha, ele enchia o saco mesmo. Ele era um grande fã do tal cantor, o Magalhães. Hoje, dando uma olhada básica nos blogs por aí, achei esse clássico do funk carioca, o rap do trabalhador.



9 de março de 2009

Noiva sofre!

Tem gente querendo me matar por aí, mas aí vai: eu fui pedida em casamento e a princípio iríamos nos casar em 2011 assim que eu terminasse a faculdade e pudesse voltar para o Rio de Janeiro com o diploma debaixo do braço. Quando os amigos mais íntimos souberam da notícia, ficaram todos muito preocupados devido a ser um tempo muito grande de espera e de distância também. Marcelo e eu achamos que iríamos tirar de letra, tipo, mole mole. Em tempo: não vamos tirar de letra e é por isso que adiantamos os planos e no final desse ano eu irei me tornar a Senhora Borges Barros. O time das casadas ganhará reforço mais ou menos em dezembro, quando eu devo retornar à minha cidade natal, para casar e ocupar a casa que ganhei do meu pai de presente de casamento.


Quando decidi que casaria final do ano, que pediria transferencia da faculdade, que teria que resolver tudo dentro de um ano, estava com o coração tranquilo, sem me preocupar muito. Esse domingo, quando dei a notícia à minha mãe foi quando caiu a ficha pra mim. Ela veio toda preocupada me dizendo em tom de choro:


"Eu não quero que você vá emboraaaaa!"

"Eu não sei como vai ser sem a minha meninaaaa!"


E eu tendo que acalmar a minha mãe dizendo que ela pode me visitar quando quiser. Que situação mais esquisita. Foi quando que como um temporal cai de repente, eu pensei em tudo que teria que ser resolvido para ontem! O enxoval, os móveis, a festa, o bolo, o vestido, a faculdade, as lembrancinhas...


E, posso falar agora, com toda propriedade de conhecimento: noiva sofre!


28 de fevereiro de 2009

E os amigos.... onde estão?

O tempo passou e todo mundo fez sua vida longe do Condomínio Jardim Real, localizado em American Garden, ou se você preferir, Jardim América, subúrbio do Rio de Janeiro. A grande maioria casados morando em outros bairros, 60% com filhos e muito, muito dispersos em relação a antigas amizades. Legal ver como todo mundo se tornou adulto. As festinhas do bunda lelê, onde no quarto escuro a pegação era geral ficaram mesmo para trás. Confesso que ver todos assim, adultinhos me deu um gostinho a mais na boca. Todos aqui sabemos que se tornando pais é que deixamos de ser filhos, correto? Cada momento que eu passava lá com a filhinha da Cintia nos braços me lembrava da faculdade e das obrigações de filha que eu tenho. E a vontade que eu tenho de o tempo passar na velocidade da luz era intensificada. 
Já com as minhas eternas colegiais pedrosegundenses a coisa era bem diferente, embora temos uma nova mamãe na área, todas universitárias e com as mesmas obrigações que eu. Mas nas palavras de Helaine, estamos ficando adultas mesmo, uma grávida e outra noiva. Entre as colegiais houve um grupo que se encontrou com mais frequencia, mesmo com dificuldade. E aquele outro grupo que mesmo morando perto não se encontra a mais de um ano. Acontece, quem sabe no encontro de ex alunos isso não mude?

Com os amigos das antigas, que não via mais ou menos desde que tinha uns 9 anos, com excessão do Sandro, o de blusa amarela, que é figurinha carimbada nos meus carnavais. Interessante foi ver o Neném, de blusa branca surpreso ao me ver: "caramba, como a Giovana cresceu!" Nem tanto, mas para eles que me viram chegar da maternidade e viram meu pai morrer de declarações por mim ainda bebê, deve ter sido uma grande surpresa. Quando amigos de infância de reencontram adoram falar das travessuras do passado, não é?! Obrigada por terem me lembrado que vocês me fizeram acreditar que eu era surda e que eu ia pra FEBEM por ter derramado café no trabalho do meu irmão.


Por fim, foi extremamente gostoso rever quem fez parte e ainda faz da minha vida e da minha história... eu sei... sou uma grande e bobona saudosista, eu sei disso muito bem, afinal, estou ouvindo Jon Secada.



PS.: Um aviso para o babaca que me ligou às 2h da manhã se identificando como Cláudio, você me trouxe muitos problemas. Se a intenção era essa, parabéns. 


A nossa história valeu a pena


Uma das últimas coisas que ele me disse antes de eu ir embora mais uma vez foi: "(...)E se toda história de amor for louca como a nossa, que sejam lindas também". Nós ainda não nos acostumamos a nos despedir, mas dessa vez o gosto era outro. Era o gosto do "eu volto por você". O gosto do comprometimento. O gosto de saber que o passado valeu a pena. E que o presente e o futuro serão construídos a quatro mãos. As decisões nunca são precipitadas quando vistas pelo lado de dentro. Valeu cada olhar, cada sorriso, cada suspiro, cada telefonema, cada lágrima, cada gesto e sentimento que foram erguidos ao longo de 3 anos. Cada etapa dessa caminhada nos serviu para mostrar que o nosso sentimento se não cresceu, se manteve intacto durante todo esse tempo. Na memória, as palavras mais simples, o olhar mais sincero, e no coração o sentimento mais puro e verdadeiro que sobreviveu à tempestades e à secas. A sensação de poder se jogar sem medo é indescritível. Cada ato hoje é degrau para a vida a ser erguida com muito amor, mas principalmente com muita luta. Vencemos, quem diria? A minha vida tem mais cor agora. A espera será inevitável e será encarada com muita garra em busca do que virá pela frente... Afinal, o que são dias para quem tem anos a se viver? 

12 de fevereiro de 2009

Cheguei!

Cheguei!


Estou no Rio de Janeiro, minha terra natal, desde terça-feira dia 10 de fevereiro. Após renúncias aqui e ali, que foram consequencias de algumas decisões tomadas por mim - certas ou erradas, saberemos depois. O fato é que já na chegada na Avenida Brasil, famosa por cortar vários bairros do subúrbio carioca, fui tomada por um turbilhão de sentimentos que pôde ser definido em uma única frase: estou em casa. Sei que esses dias que passarei aqui serão um dos melhores do ano de 2009.
O carioca é gente boa.
A pedidos, fui ontem alugar um campo de futebol para um churrasco com o pessoal do meu antigo trabalho que vai acontecer domingo, dia 15. Depois de ter acertado fui comprar uma garrafa água pra matar a sede propícia das temperaturas que tem feito aqui. Ao chegar para pedir ao vendedor, ele me mandou não falar nada e pegou um copo e me deu da água que ele estava bebendo. Disse a ele que me vendesse a garrafinha e ele disse que não, pois se tinha água de graça ele daria a água de graça. Me ofereceu um pedaço de sua coxinha de camarão, eu recusei e continuamos conversando. Fui embora pensando nas coisas que ouvi sobre o carioca durante esse ano e meio que não ia ao Rio. O que mais ouvi eram acusações do carioca ser espertinho, malandro e sem vergonha. Quando encontrei esse atendente, pude resgatar a idéia que já havia em mim que o carioca é sim gente boa e prafrentex de uma forma que eu nunca vi nenhum outro cidadão de outro estado. E que é assim que eles recebem todos, visitantes ou nativos, como o símbolo da cidade, o Cristo, de braços abertos.

4 de fevereiro de 2009

Sorte do dia

Se você não sabe fique sabendo: eu amo gatos pretos. Enquanto muitas pessoas morrem de medo desse animal, eu caio de amores por eles e adoraria vê-los cruzando
 várias estradas dessas que eu sou obrigada a passar. Não foi à toa que a minha primeira tatuagem foi de um gatinho preto localizado na nunca e suas pegadas no meu pescoço. 

Depois de roçar bastante na minha perna, aquele gatinho de rua num piscar de olhos meus começou a querer brincar como se meu pé fosse uma bola de lã, fiquei logo puta. Mas relevei, não é por nada que eu prefiro gatos à cachorros,  que me perdoe o Rubinho e suas lambidas incovenientes. Consegui me livrar do gatinho e ainda fica
r com uma sensação de frescor no peito.

Muitas pessoas acreditam que esses inocentes bichinhos trazem azar a quem os veja, ainda mais perto de um cemitério como eu vi. 

Eu fui mais além.

Tendo em vista que esta não é uma situação corriqueira, decidi assim por decidir mesmo, como eu acho que são todas as supertições, que ver um gato preto às 7h da manhã só pode significar uma coisa: muita, mas muita sorte nesse dia. E o meu dia correu como uma maravilha.


Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres

22 de janeiro de 2009

Comprar cd mesmo sendo disponível na net pra baixar?


A enquete no blog do cantor De Leve é clara e objetiva: Se o CD "De Love" saísse em CD vc compraria mesmo tendo na net de graça? Eu pensei mais que rapidamente, óbvio que ninguém compra se dá pra baixar de grátis, onde até o próprio MC disponibiliza. Mas não é que eu estava errada?! Até hoje 172 pessoas disseram que comprariam sim, 80 não comprariam e eu mais 71 pessoas responderam talvez.

Todo mundo precisa ganhar dinheiro, todo mundo sabe disso. Mas fiquei surpresa ao ver a possibilidade de rolar um cd pago do De Leve, que iniciou sua carreira musical no extinto Quinto Andar, disponibilizando na net à torto e à direito as faixas que ele e seus parceiros gravavam. Quem diria que o rap underground iria se tornar um produto custável e rendável?

Com tanta gente que compraria, talvez eu comprasse também. Mas confesso que só porque ele é muito gatinho mesmo, ele era minha paixonite de adolescente. Do bom humor à malandragem que caracteriza o carioca, o De Leve, para mim é um dos poucos caras que se destacam no rap nacional atraindo novos públicos, sem deixar de ser underground. Quer dizer, nem tanto.

Confira abaixo dois vídeos contendo músicas do De Leve que ganharam o circuito nacional.

O primeiro é da série Cidade dos Homens, episódio Tem que ser agora, aparece mais ou menos no 3:15 minutos. O nome da música é Eu Bolo.




O segundo é do filme Ódiquê, que foi lançado mas não entrou em cartaz no cinema. Tem grandes nomes de atores brasileiros, a música se chama Vai Vendo.

17 de janeiro de 2009

É sempre mais, Filiph Neo talvez estivesse mesmo certo

No casamento do Rafael e da Viviane que aconteceu em dezembro, em uma conversa sem muitas pretensões Filiph Neo e eu falávamos sobre Deus, descrença, ignosticismo, e amor. Dizia ele que é pouco o viver na terra e se acabar aqui. É mínimo todas essas aventuras, todo sofrimento e aprendizado para não ter nada depois, algo que fizesse valer a pena, uma recompensa. Eu respondia dizendo: "vocês cristãos ignoram toda a complexidade de estar vivo, de ter todo um contato com o mundo, toda experiência que é válida, pensando nessa recompensa que só virá quando morrer?!"
Hoje vejo que o Neo não está tão errado assim, ou eu, não sei... só sei que tem coisas que acontecem de uma forma tão perfeita que parece planejado tim tim por tim tim. É sempre mais, toda experiência, toda vivência, é sempre mais.


Por você, do Slim, com participação do Filiph Neo.