12 de junho de 2009

Novo endereço do blog

Pessoal, não estranhem a falta de atualização do fruta. Estou postando em novo endereço. Segue abaixo o endereço no qual vocês poderão continuar acompanhando a minha verborragia! Mas atenção, é só pra quem não quer restos ou pedacinhos, hein! :D


www.afrutainteira.wordpress.com

30 de maio de 2009

Hideaway



Uma boa pedida pra quem está conhecendo a cidade ou cansado da mesmice carioca, e tiver um pouquinho de grana pra gastar é conhecer o Hideaway, que fica no bairro de Laranjeiras, zona sul.



A melhor tradução para Hideaway seria Refúgio. E é neste conceito que este lounge-pizzaria se baseia para criar para os clientes três ambientes distintos, localizado atrás de uma casa construída no século XIX. A pizzaria tem um grande teto de vidro onde você pode comer uma deliciosa pizza (a cozinha também é de vidro e você vê o preparo do seu prato) desfrutando da vista das árvores que cercam a casa. O lounge-bar que é uma delícia. E um novo espaço para terminar a noite com uma animada balada.



No dia que eu fui, pude apreciar 2 grupos de pagode e nos intervalos um DJ tocando o melhor do hip hop. Destaque para o segundo grupo a tocar que animou a galera com pagode dos anos 90. Para mim que não sou assim uma fã de pagode, foi bem legal relembrar Soweto, Katinguelê, Art Popular e Só Pra Contrariar. Muito maneiro, vale a pena ir!



Homem: R$90,00


Mulher: R$50,00

O Rio de Janeiro continua azul

Estou de volta mais uma vez depois de uma pequena temporada no Rio de Janeiro. Além de rever o amor, tinha que deixar tudo encaminhado para o casamento. A primeira parte foi atingida plenamente. Já a segunda... vai me exigir mais idas à cidade maravilhosa.

Fazia tempo que eu não viajava de avião pago. Na verdade só foram 2 vezes que viajei de avião pago na minha vida, todas as outras eram de aviões da aeronáutica. Desta vez, tive uma experiência azul.

Chegando ao aeroporto para realizar o check-in, conheço uma das vozes mais bonitas da música brasileira. A do inconfundível Fausi, vocalista da Tribo de Jah. Conversamos um pouco sobre os projetos pessoais e da banda. Fausi me disse que o grupo gravará um DVD na Amazônia. Assim que entramos no avião, me deu um cd promo do grupo, chamado Refazendo. Nunca fui muito fã de reggae, mas aprendi a gostar conhecendo a pessoa maravilhosa que o Fausi é, e ouvindo as músicas tocantes do cd.

Até apresentei ao Marcelo, e ele também gostou muito, e como ele mesmo disse: “são ótimas músicas para se ouvir em casa, e relaxar”. Já no avião, pude desfrutar de uma das coisas mais bonitas que já vi na minha vida. Sei lá porque, mas aquilo me pareceu novidade e me encantou de forma que eu não conseguia parar de olhar o céu visto de cima. Que coisa maravilhosa...

Os aviões da Azul são confortáveis e possuem uma tela de LCD em cada poltrona para que o passageiro possa assistir a 4 opções de canais.

Hoje a companhia conta com 9 aeronaves e ao longo de 2009 receberá um novo avião por mês, totalizando 14 aeronaves em dezembro.

O planejamento de frota da companhia prevê a entrega de novas aeronaves ao longo de três anos, chegando a 42 unidades no final de 2011 e 78 ao final de 2013.

11 de maio de 2009


Oi pessoal! Tenho andado distante do blog por razões pessoais e infelizmente assim vou permanecer por um bom período! Além de ter que concluir o TCC, estudar Direito para prestar concursos públicos, viver na ponte aérea para falicitar a organização do meu casamento, mais as matérias que eu tenho que estudar se eu quiser fazer valer meu diploma de psicóloga, estou de mudança do apartamento onde eu morava. Me mudei para uma casa bem bacana e o meu cachorro Rubinho tem bastante espaço pra correr e etc! Por isso vou me ausentar um pouco do blog e quando diminuir esses compromissos fico mais livre para vir aqui lorotar com vocês!

Beijo grande para todos os leitores!!
PS¹.: Nada poderia ter sido melhor que a vinda do meu irmão e da minha cunhada para Santa Catarina. Mesmo sabendo que em dezembro eu volto para o Rio de Janeiro, a presença desses dois fofos só me traz alegria!
PS².: Você é um fooooofo, Marcelo!! (tá, tá, eu prometo parar com a pieguice)

3 de maio de 2009

Como me tornei vingativa - Parte 3

Chegada a sexta feira, convidei esse cara e um amigo dele para se juntar a nós duas no barzinho. Pedi, implorei, supliquei a ele pra ir. Ele aceitou depois de tantos pedidos, ainda mais do amigo dele que queria sair comigo, como eu namorava sempre recusava. Fomos ao bar, lá estavam outras pessoas que trabalhavam conosco e todos se juntaram.
Cerveja vai, cerveja vem, o assunto preferido entre homens e mulheres vem à tona: sexo. Após muitas rodadas de cerveja, dissemos que estávamos indo para uma outra cidadezinha que havia ali perto para curtir uma rave na praia. O amigo do cara crente que iria faturar começou a insistir para os dois irem juntos. Um bônus com o qual eu não imaginava contar!
Enquanto ele desfilava mil argumentos completamente aceitáveis para não sair com o bebê jupteriano, eu o calei, o segurei bem forte pelo braço com uma das minhas mãos e olhando firme nos olhos dele eu disse: "vamos, por favor, faz isso por mim, esculaxa essa garota". Com a outra mão, retirei do bolso um aparelho de mp3 player e o mostrei para o cara dizendo: "e grava". Ele me olhou bem sério e finalmente disse sim. Começou a rir alto e gritou: BORA CAMBADA!
No meio da festa os dois foram para um Motel. Não vou entrar no mérito do conteúdo da gravação. Só posso dizer que todos os homens da firma ouviram, inclusive o diretor. De mulher, a única que ouviu fui eu, a mais interessada em ver a otária se dar mal. A gravação nunca chegou ao conhecimento dela, mas definitavamente me diverti com a situação. A garota realmente deu uma canseira no cara, mas de paciência. Era a prova viva de que cão que ladra não morde.
E antes de ir embora do Rio de Janeiro, pude ver a tal garota ser ridicularizada por seu desempenho, sem entender, enquanto todos riam.
Ah, fala sério, até que foi legal.

Como me tornei vingativa - Parte 2

Não fiquei tentando entender o porquê de ela ter sido tão falsa em nossa amizade. Já havia ouvido casos de pessoas tentando puxar o tapete da outra no trabalho, então para mim isso não era exatamente pessoal. A única coisa que me passava pela cabeça era: ela mexeu com a pessoa errada.
Foi então que quando cheguei ao trabalho no dia seguinte a convidei para tomar uma cerveja após o expediente, a intenção era fazermos um esquenta e depois seguirmos para uma festa em outra cidade. Ela, festeira que só vendo, aceitou mais que prontamente. 1/3 do plano havia sido resolvido. Me referindo ao tal cara que me contou da fofoca envolvendo meu nome, dizia com frequência entre os assuntos que conversávamos: "Ahh... essa garota merece se fuder por querer puxar o tapete dos outros... se eu fosse homem pegava só pra esculaxar. Você sabe que eu evito brigas físicas e discussões, mas eu adoraria vê-la sendo feita de otária por um cara."
E assim se seguiram meus dias até a sexta feira. Quando o tal cara ligava para minha mesa me contando mais novidades que ela havia dito sobre mim para o diretor, eu sempre soltava que ela merecia ser esculaxada para aprender a ser gente.
Somando-se a isso, a garota era louca por esse cara. Ele era um cara realmente atraente, moreno queimado de praia, cabelo preto, porte atlético, essas coisas. E vivia dando em cima dele, o convidando para sair e ele sempre negava, dizia que ela parecia o bebê jupteriano do Chapolin. Ela dizia por diversas vezes a ele, que iria dar uma canseira tão forte nele que ele não se arrependeria. Ele respondia que mulheres como ela só davam canseira porque depois de uma bimbada grudam como chiclete. Cafageste identificado, biscate doidinha pra dar. Estava tudo dando certo.

Como me tornei vingativa - Parte 1

Não sou vingativa. Não acredito que a vingança traga algum benefício prático ao vingador. Não raro trás muita dor de cabeça, isso sim. Me poupando do transtorno que é tramar algo para que alguém que me fez algum mal possa se ferrar, ganhei horas a mais de sono, do que aquelas pessoas que não sossegam enquanto não fazem o outro "pagar". Aliás, sempre segui a linha de pensamento que diz que a vida traz o que a pessoa merece, e por si só isso já é um tipo de vingança, digamos que passiva. Esse é um ponto que muitos se incomodam e soa como um verdadeiro plano maquiavélico: a indiferença.
Mas esse caso que vou contar aqui a coisa mudou um pouco de figura. Assim que terminei o ensino médio, comecei a trabalhar em uma empresa de grande porte. Haviam muitas filiais e a rotatividade era bastante alta. Na repartição onde eu trabalhava a equipe era harmônica e havia um clima de cooperatividade entre os funcionários. Logo fiz amizade com todos, uns logo de cara outros com mais resistência. Me tornei bem íntima de uma garota com a minha idade e logo estávamos saindo juntas para baladas e afins, e conversando sobre os gatinhos da empresa.
Todos estavam subordinados a um diretor que era meio taradão e vivia pedindo às meninas que chegassem mais cedo devido ao montante de serviço a ser realizado. Essa minha amiga, por diversas vezes me perguntava que horas eu chegaria no dia seguinte, para que ela chegasse junto a mim. A minha surpresa era que na hora que eu chegava ao trabalho, ela estava lá há muito tempo envolvida em um monte de papelada, documentos e etc, e o diretor me olhando com cara de poucos amigos como quem pensasse: "chegando tarde, hein mocinha, sua amiga tão esforçada chegou primeiro que você e já pegou no batente!".
Achava muito esquisito aquilo mas ainda não tinha maldado a coisa. Eu e a tal garota vivíamos conversando e rindo sobre tudo em um determinado setor onde o diretor não costumava ir com frequência. Quando era para ser feito atendimento ao cliente, a garota tinha a maior presteza. E eu vendo aquilo, continuava trabalhando com os documentos na minha mesa e com meu computador.
Como já havia dito, fiz amizade com todos da repartição e uma dessas pessoas, me contou coisas que chegaram ao seu ouvido por meio desta minha amiga. A garota havia dito para ele e para o diretor que eu era uma preguiçosa, que só queria conversar e a impedia de trabalhar com meu papo furado, e que por diversas vezes notou que quando o diretor nos chamava para chegar mais cedo eu me atrasava enquanto ela estava lá às 7h da manhã esperando a sala abrir. Você deve estar se perguntando porque um cara qualquer me contaria isso. Em 1º lugar homem gosta mais de fofoca do que mulher. Em 2º lugar, ele achava bem esquisito o fato de ela viver me abraçando e dizer que se sentia melhor por eu estar ali trabalhando com ela, e depois me delatar para o diretor.

2 de maio de 2009

Fazer a diferença

Existem pessoas que passam em nossas vidas sem tocar. Que entram por alguma razão e vão embora tão rapido quanto entraram. Que deixam de existir. Que não acrescentam e nem levam nada consigo. Já outras pessoas, não posso afirmar se por obra de Deus ou coisa parecida, muitas vezes com pouco contato transformam nossa vida de forma inigualável.
Isso é fazer a diferença. É entrar pra somar. Saber que independente do tempo que estiverem juntos o aprendizado será mútuo. Fazer a diferença é oferecer ao outro um ouvido sem julgamento, um ombro confortável, um carinho na cabeça, uma palavra como: "eu sei que você está errada, mas estou com você mesmo assim".
Piegas, eu sei. É que hoje assisti o filme Um amor para recordar. E se ainda havia alguma dúvida, medo ou receio, eles se desfizeram por si só. Um amor não é verdadeiro quando não faz diferença. Quando não modifica. Quando não opera milagres. Talvez por eu estar tanto tempo sem ver meu noivo tenha sentido tanto a falta de alguém que quando entra na nossa vida se faz notar. Fazer a diferença é principalmente aceitar a diferença, se entregar sem medo, é se pôr no lugar do outro. Nem preciso dizer que chorei mais que sanfona assistindo ao filme, né?! Não só pela história, mas pela escolha que fiz. E se ainda resta um pedacinho de fé escondido nesse meu coração calejado pela vida, esse pedacinho de fé me fez agradecer a essa força misteriosa e grandiosa que me fez encontrar alguém que me fez diferença e me faz querer ser alguém melhor.
Para minha amiga que me ligou hoje aos prantos por ter descoberto coisas desagradáveis sobre o ex-namorado: não desista do amor. Não procure nos outros um objeto de amor em potencial. Faça a diferença pra ti. Almas saudáveis encontram almas saudáveis. Antes de mais nada, é preciso cuidar do seu jardim, deixar fluir e quando menos esperar vai encontrar quem fará diferença na sua vida. Assim, sem pedir, sem forçar.

23 de abril de 2009

Eleições para o DCE - O sujo e o mal lavado


Ontem, dia 22 de abril passaram na minha sala de aula, as chapas inscritas para a eleição do DCE gestão 2009/2010.

Primeiramente a Chapa 2 se apresentou e verbalizou suas propostas para a sua gestão. O ponto principal foi a questão das bolsas que a reitoria fornece ao DCE, que acaba implicando em uma gestão mais tendenciosa. O DCE que viria para defender os estudantes acaba ficando à mercê do reitor e de sua vontade. Mas o foco logo se tornou outro quando, pressionada, uma acadêmica disse entre seus colegas que não fazia parte da chapa, embora seu nome estivesse ali. Tal conversa chegou aos ouvidos do candidato a presidente, e o mesmo demonstrou surpresa ao saber de tal fato! Não sabe se sabe se ele apenas demonstrou ou se estava realmente surpreso. Ora, essa chapa gosta mesmo de invadir, não é?



Logo após a saída da primeira, entra a segunda chapa, a Chapa 1. Qual foi o meu espanto de ver o acadêmico Renato dizer que era o presidente da gestão atual!? Lembro-me muito bem do acadêmico Carlos Henrique, mais popularmente conhecido como Kaike, indo defender sua chapa vencedora Além do Horizonte como presidente. Como assim o Renato é presidente? Houve uma troca e os estudantes não ficaram sabendo? Lendo o panfleto de propostas da chapa 1 verifico que o "Kaike" concorre novamente a presidente do DCE. Não por acaso, renunciou ao cargo parase reeleger! São verdades assim que esta chapa defende? Será por isso que o estudante Kaike não se juntou aos colegas de chapa na hora de defender suas idéias?!


Questionada sobre a questão das bolsas fornecidas pelo DCE, assunto o qual passaria despercebido caso dependesse da intenção dos participantes da chapa 1, afirmaram ser a favor. O argumento utilizado foi o fato de serem como "trabalhadores da Univali", pois disponibilizam seu tempo para estar envolvidos em questões referentes à instituição. O que me faz crer que sendo trabalhadores da Univali, a prestação de contas jamais será feita aos estudantes...


Fim das apresentações. Como diz o Legião Urbana: MAIS DO MESMO. Todo ano são faladas as mesmas coisas. Todo ano a questão da bolsa é levantada. Todo ano as chapas reclamam que as pessoas concorrentes ao DCE vão às salas somente uma vez por ano, só reaparecem no ano seguinte para pedir voto; sem levarem o esclarescimento ao estudante que passar de sala em sala durante a gestão é proibido pelo reitor. Todo ano são as mesmas ladainhas.


Quem quiser votar escolha entre a chapa suja e a mal lavada e exerça seu direito nisto que chamamos de democracia!


Eu juntamente com mais de 10 mil estudantes não votaremos, não participaremos desta instituição que acredito estar falida (literalmente já que nunca conseguirá pagar os R$100 mil que deve), contra os menos de 3 mil estudantes votantes.


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Acontece hoje, dia 23 de abril, as eleições para o Diretório Central dos Estudantes da Univali Itajaí. As chapas inscritas são a DCE de Verdade, Chapa 1; e a Nós vamos invadir sua praia, chapa 2. Para votar é necessário um documento com foto.

20 de abril de 2009

Feio? Olhe pro seu umbigo primeiro.


Havia uma garota, recém-casada no auge de seus 18 anos, de mala e cuia indo morar no Rio de Janeiro. A gaúcha loira, de olhos verdes estava animada com a nova vida, e principalmente com a espectativa de ter controle sobre sua nova família. Havia casado com um militar e desde já se preparava para o período caótico que é ficar longe de pessoas queridas e parentes.
Certa vez recebeu a visita de sua mãe, cerca de 6 meses depois de fixar residência na Zona Norte do Rio. Após sua mãe retornar ao Rio Grande do Sul, a tal garota dirigindo-se a uma mulher já mais velha, mineira e que morava no Rio desde sua adolescência, disse:
"-Minha mãe ficou impressionada de como aqui tem gente feia! As pessoas daqui são horríveis!"
A mineira espertamente respondeu:
"-Sua mãe ficou impressionada na quantidade de gente feia que tem aqui ou na quantidade de gente preta? Porque não vai me dizer que sua mãe acha bonito uma menina de 18 anos pesar 120kilos! Até cegueira de mãe tem limite!"
Sem querer entrar no mérito da questão, mas já entrando, por diversas vezes ouvi catarinenses, paranaenses e gaúchos dizerem que jamais, por motivo algum, deixariam suas terras pra viver em outros estados, tamanha a feiúra dos que não são sulistas. A visita dos estudantes a outras cidades por motivo de Conferências, Seminários, Bienais, levam essas pessoas à crença de que só é belo o padrão europeu tão fortemente encontrado nas ruas do Sul. É como se a simples presença do olho azul ou verde, do cabelo liso, garantisse beleza a alguém.
Parece clichê demais dizer que em todos os lugares, de norte a sul do Brasil, coexistem em um mesmo território pessoas feias e bonitas? Parece óbvio demais ressaltar que em todos os estados podem ser encontradas pessoas feias e bonitas? Pareceria repetitivo dizer que a beleza é muito mais um conceito interno adquirido do que atributos físicos relativos à pessoa de quem se trata? Com certeza, né?! Então não vou me ater a estes pontos, porque acredito que o meu leitor é inteligente o suficiente pra saber disso sem ninguém precisar explicar.
Convido a todos sulistas e não sulistas a darem uma passeadinha pela zona rural destes três estados, e assim quem sabe, rever seus tão incontestáveis conceitos de beleza.
Ah... a musa da foto é a Nicole Kidman. Linda.

17 de abril de 2009

A fruta inteira


Olha aí as meninas mostrando que são adeptas da fruta inteira!

14 de abril de 2009

Cada cabeça é um universo.


Cada cabeça é um universo. Vivemos em turbilhão diariamente, amamos, sofremos em quem está ao lado nem ás vezes sabe. Podemos dizer algo, mas, nem tudo se percebe, nem por apenas um olhar. A alma está vazia e a cabeça cheia, pensamentos que invade, que questiona, que sofre.
Podemos ter tudo e em volta quem vê acha que somos felizes, que conquistamos o topo do mundo e assim não desejamos mais nada. Pura ilusão do mundo padrão que oferece a luxúria e provoca insensatez em quem recebe as pratas do céu pelo o seu reconhecimento.
Mas se mesmo tendo tudo não temos nada? Como fica? Como fica, acordar numa mansão de frente para o mar, ter um carro com GPS, DVD e aro 22, um guarda-roupa com as marcas mais cobiçadas, como fica tendo tudo isso e por dentro sabe que ainda falta alguma coisa?Seria considerada uma pessoa louca largar tudo isso? Jogar para o alto tudo aquilo que sempre sonhou? Acho que não. Pra alguns sim que estão na lama e não sabem o preço da fama, mas é aquilo, alguns até reconhecem que saíram da lama e hoje tão onde estão sabem o valor de cada centavo que recebe pela a sua luta diária, alguns não, se esbaldam em festas, celebridades por acaso, rasgam notas de cem sem nem se preocupar e ainda dizem: Foda-se.


Nem para todos são assim. Muitos não esquecem suas origens, sua vontade em ser feliz e rever os amigos de infância em esquecer que é da sociedade taxado como “rico”. Querem apenas ser feliz, ter uma vida em paz, poder sair sossegado, poder rever amigos, poder ser o que era antes de ser famoso. Dizem que esse é o preço que se paga, sua vida invadida e estampada em jornais e revistas, mas como disse, temos uma escolha assim como decidimos ter tudo isso, podemos jogar tudo isso fora, basta apenas querer.

Eu poderia ficar aqui o dia todo debatendo sobre isso, mas somente quem passa por essa situação sabe o que está sentindo, por que muitos irão dizer o fato de ser louco largar tudo o que conseguiu, esse ainda continua cedo nesse mundo. Por isso, tiro o chapéu para o jogador Adriano que deixou de receber um salário de quatro milhões de reais para apenas ser feliz no lugar onde ele realmente sente feliz, a favela.


Isso é ter candura, ter a coragem de decidir o que é para melhor para ele, sem ter que ouvir opiniões alheias para colocar uma interrogação em sua cabeça, apenas quer ser feliz, ter uma vida simples, ter amigos de verdade ao lado, ficar perto de quem o ama sem ter medo de dizer para quem quer que seja, que sente melhor nesse canto do que aquele que muitos sonham e dizem ser um mar de rosas. Como falei no início, cada cabeça é um universo.


Texto de Ben.

11 de abril de 2009

Entre a psicose e a neurose

Branco ou preto. 8 ou 80.
Tenho uma amiga borderline. O que pareceria um prato cheio aos estudantes de psicologia me pareceu um filme de péssimo gosto. Antes de limitá-la a borderline, eu tenho simplesmente uma amiga. Hoje este termo é tão comumente usado e sem sentido, que posso afirmar que tenho uma irmã. Que disferiu para mim golpes como: "você não sabe nada, por isso só confio em médicos", somente por eu não saber a classificação no CID 10, agora eu sei, F60.30 – Tipo Impulsivo. Respondi com ironia que ainda não consegui decorar o famoso livro dos transtornos mentais, mas que sabia pelo menos que o DSM IV é melhor nos diagnósticos. Ela disse que estava melhorando devido aos medicamentos que estava tomando, ácido. Mas ácido mesmo estava seu humor. E eu estourada do jeito que sou, detive-me diversas vezes para não acabar sendo grossa ou agressiva. Isso é o que ela menos precisa.
O DSM IV é claro: “um padrão invasivo de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto-imagem e afetos e acentuada impulsividade, que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos”.

Muitas coisas do passado hojem fazem todo sentido. A instabilidade afetiva, a acentuada reatividade do humor, a irritabilidade ou ansiedade. O sentimento crônico de vazio, a raiva inadequada... Coisas que antes me faziam crer que ela era apenas... excêntrica.

Vai precisar tanto da terapia, quanto do apoio dos amigos. E embora eu quisesse a minha amiga excêntrica de volta, farei o que tiver ao meu alcance para tornar a vida dela e dos amigos em comum mais saudável.

9 de abril de 2009

Podem o chamar de Mister Niterói

Gustavo Black Alien é um conhecido cantor de rap nacional, caracterizado por suas letras que misturam expressões em inglês, peso social e uma grande mistura musical que nos remete ao ragga, ao reggae, ao drum'm'bass e ao miami bass. É autor do hit Como Eu te Quero, que concorreu ao VMB na categoria de melhor vídeo de rap. O Clip que contou com a participação do De Leve tocando violão, fez meu cansado coraçãozinho bater mais forte por reunir minhas duas paixonites adolescentes. Nada de Backstreet Boys ou N'Sync, sempre fui apaixonada pelo Black Alien e pelo De Leve, vai entender...
Antes de partir para a carreira solo, com o disco Babylon by Gus, que é uma referência ao cd do Bob Marley, o Babylon by Bus, o ragga man havia formado uma dupla com o MC Speed, empreendido uma parceria com o baixista do Paralamas do Sucesso Bi Ribeiro.
A atriz Fernanda Lima ao protagonizar uma novela, solicitou ao rapper que fizesse uma música para sua personagem, resultando em Coração do meu mundo, uma das faixas mais fofinhas do cantor.
Atualmente, o meu conterrâneo compôs uma faixa para o músico Frejat. Vamos ver o que sairá desta nova parceria.

Em tempo: Black Alien se apresenta HOJE no Kiwi Bar, localizado na Praia Brava - Itajaí. Os ingressos variam de R$20,00 a R$50,00.

6 de abril de 2009

Meu presente de aniversário dele!

Amanhã é o dia em que o Marcelo completará 30 aninhos! Será um dia de muita alegria, no caso dele muito trabalho, e nenhuma festa! Isto porque a religião da qual ele acredita, condena a prática da festa de aniversário por ser uma festividade pagã. O costume de dar parabéns e presentes, juntamente com o ato de soprar velas, dizem respeito a espantarem os maus espíritos e demônios que por ventura possam vir a assombrar a pessoa. Há três anos ele vem tentando me aproximar da idéia que uma hora ou outra ele irá parar de me desejar feliz aniversário, e que só o faz por ser importante para mim. Mas isso é assunto para outra postagem.
Essa semana estive relendo emails que mandávamos um para o outro desde que nos conhecemos. Da promessa de ficar junto, do amor que declarávamos um para o outro e principalmente da força que ele me deu para permanecer no propósito de terminar minha faculdade.
Entre esses emails que eu guardo em uma pasta entitulada de "Eu e Meucelo" (piegas, eu sei), havia um onde eu dizia que ele era exatamente o tipo de homem que eu admirava, que eu tenho como ideal, e que eu queria para mim. Não me surpreendeu que ainda hoje eu pense assim. Marcelo não mudou em nada em questão de valores e moral, o envolvimento dele com as pessoas, sua garra, sua força, seus ditados populares, crenças e a flexibilidade de mudar em si o que incomoda o outro. Possui milhares de defeitos, mas a disposição de melhorá-los, abrandá-los é tamanha que compensa. Ele possui disponibilidade para se adequar. Para ele, não terá festa amanhã. Mas para mim sim. É o dia que eu vou agradecer sempre à D. Cleuseny por ter me dado esse presente enorme, que tem preenchido minha vida de sabedoria, de alegrias, de aprendizados e principalmente de riqueza emocional. A minha vida é compartilhada com alguém que entende que uma relação saudável é baseada no eu-tu. Não no eu-isso, nem no eu-eu, e muito menos no outro-outro. O aniversário é dele. Quem ganha os parabéns é a minha sogra. O presente quem ganha sou eu.

(essa foto é véinha pra cacete... foi tirada no dia que eu fui embora, e quando eu dei pra ele a clave de sol pra ele lembrar de mim ;])

Reformar ficou mais fácil!

Quem já passou pela labuta de reformar uma casa sabe da dor que é ficar apertado no orçamento quando a situação sai de controle. Para auxiliar o trabalhador brasileiro, a Caixa Econômica federal aumentou a linha de crédito que financia a compra de materiais de construção. Antes o valor era de no máximo R$7.000,00, para trabalhadores que tivessem rendimentos de até R$1.900,00. Com a ampliação o valor passa a ser de até R$20.000,00.
Bom, não? O prazo para pagar também aumentou. De 90 meses passou para 120 meses. Dependendo da renda da pessoa, a taxa de juros varia de 6% a 8,16% ao ano.
A operação é feita a partir do Construcard FGTS, que conterá o valor a ser financiado, e deve ser usado tão e somente em lojas de materiais de construção conveniadas ao banco.
E então, hora de trocar aquele piso quebrado da sua casa, não é?! Eu e meu noivo iremos reformar o banheiro e a cozinha da nossa casa!

4 de abril de 2009

Vampiros Sociais, você conhece algum.

Você certamente conhece algum vampiro social, se é que não teve o azar de namorar um. A coisa mais importante a saber é que você não pode mudar as pessoas. Olhe ele com distanciamento, não deixe o vampirismo atingir seu ego, fique calmo e não entre na vibração do vampiro!

Existem pessoas que são assumidamente, que perde a individualidade, que necessitam do outro para viver. Buscam no outro a substância que o alimenta. Os verdadeiros vampiros sociais nomeiam seu vampirismo de outra coisa, na maioria das vezes cândida. Porque os verdadeiros vampiros são mortais e sofrem. Não pelo que o resto do grupo sofre e sim pela falta da matéria objeto de sua própria sustentação sugada do outro.

O vampiro (que não se refere a si mesmo assim), quando é rejeitado tem uma atitude violenta, agressiva. Ainda que se afaste, o faz com ódio, virulência, desprezo. Fazem o possível para que a pessoa que o rejeitou seja agredida de alguma forma, principalmente por meio de palavras. São situações em que não entendemos porque, no afastamento o outro torna-se um inimigo. O que antes parecia um sentimento de amor e afeto, quando negado, transforma-se em ódio e o outro, em ambas as possibilidades, fica atônito perguntando-se o que fez de errado.

Você tem que saber como pensa um vampiro, entendê-lo e saber interagir de forma inteligente. O mais importante é a positividade, o bom humor e o equilíbrio físico e psíquico.

Aqui, alguns (dos muitos) tipos de vampiro:

Vampiro coitadinho: Sente-se sempre injustiçado de alguma forma. Seja por um emprego prometido que não saiu, seja pela namorada que o deixou e foi seguir sua vida. São pessoas que não raramente reclamam de traição. Se sentem injustiçados por terem sido traídos por amigos, por aliados políticos e pelas namoradas. Se eximam de qualquer culpa que tiveram nas relações que estabelecem.

Vampiro espertinho: Geralmente são convidados a festas, bares e a confraternizações por educação ou interesse. Pensam ser companhia indispensável e que isto por si só, garante o pagamento da conta do bar. O vampiro espertinho acredita que não precisa pagar a conta do bar, por ser o "mais querido da galera".

Vampiro malandro: Se recusa a conseguir um emprego no qual precise esforçar-se demais. Acreditam que seu nível de inteligência é altíssimo e que não merece um emprego comum. Não são raras as vezes que ficam babando atrás de superiores para conseguirem ser indicados para algum emprego. Alguns até trocam de partido político e se aliam ao que antes era inimigo para garantir a graninha extra no final do mês. Em muitos casos, não conseguem este tão famoso emprego prometido, e são obrigados a estarem sempre chorando dinheiro para a mãe ou a irmã.

Vampiro vadio: Mesmo sem emprego, preferem fazer uma viagem ao Nordeste do que pagar as contas atrasadas.

Vampiro reclamão: Estão sempre reclamando de algo. Se está calor, do calor. Se faz frio, do frio. Se um lugar é longe, reclamam da distância. Reclamam de ter que andar. Do corte do gato da TV à Cabo. O vampiro reclamão busca pessoas que estejam de bem com a vida para contagiar e exigem dos outros que as coisas estejam tudo ok.

Os vampiros sociais estão em toda parte. Cuide-se. Proteja sua alma. E principalmente, identifique os vampiros e carregue alho na bolsa!

Elabore o luto, viva e deixe viver

Nada mais natural que a morte, afinal tudo que tem um início, fatalmente terá um fim. Todos sabem disso, mas muitos preferem se enganar pensando que tudo é eterno. Um namoro, um casamento, um cachorro, um emprego, uma amizade, você mesmo. Perde-los nunca está no roteiro.

Mas vem a falta e esta falta pode trazer a dor do que não aceitamos e consequentemente traz também sofrimento. E por não aceitar, há luto. Enquanto a realidade nega o objeto de desejo, nós negamos que o nosso desejo foi negado pelo pela realidade, resultando em dor. Nos revoltamos contra a vida, a achamos injusta, e sofremos ainda mais.



A vida é um breve instante na eternidade, é imprescindível que seja bem vivido, do contrário, a vida seria um vazio sem sentido. Dentro de cada vida, muitas outras vidas se mostram presentes, vidas que a todo instante deixam de ser, deixam de existir, porque outras vidas estão à espera. E cada finalização dessas breves existências, trazem o luto e sua necessária elaboração. Isto nos possibilita o desapego, a libertação de uma das mortes de nossa vida, para que novas vidas possam nascer.
Há pessoas que quando não tem o objeto de desejo, desdenham-no. Falam mal. A fim de dar a entender a si próprio que o objeto de desejo é negado e isento de qualquer intenção de tê-lo para si. Assim como a o macaco que ao não conseguir pegar as bananas dizia que não as queria porque estavam podres. Essas pessoas cultivam sentimento de vingança pelo que o outro tem, se sentem injustiçados, se revoltam contra os bens dos outros, cultivam sentimentos de inveja e recalque. Tudo por não possuírem o que mais querem.

"Elaborar o luto é se libertar do desejo, quando ele não pode ser realizado."

A elaboração do luto é a ponte que nos leva da dor ao prazer. Luto é aprendizagem, é experiência.

Elaborar o luto é aceitar a realidade tal qual ela é. É viver com a ausência, com a perda, e buscar algo novo que possa o preencher.

Perder algo que amamos nos causa dor, isso nos tira a identidade, nos anula, e o gosto da morte permanece, porque é como se nós mesmos tivéssemos morrido. O pensamento que impera é que "eu só era alguma coisa porque tinha minha namorada, minha mãe, meu marido, meu emprego, meu carro, meu dinheiro". Perde-se a identidade, então nos sentimos sozinhos e enfraquecidos para aceitar, mesmo o que já era previsto.

Porém, tudo é uma questão de escolha: o sofrimento da perda do que um dia foi, o pesar por aquilo que nunca aconteceu, ou, a lembrança feliz do que foi, do amor que por um tempo preencheu nosso viver. À que se ter gratidão pelo passado.
Tenha gratidão pelo que aconteceu no passado e aceite que o que acabou, acabou. O que morreu, morreu. Permita-se outras vivências.

O trabalho de luto é aprender a dizer sim, tanto para a vida, quanto para a morte; para os ganhos e para as perdas.
Elabore o luto. Viva e principalmente, deixe viver.




PS.: Para assistir: O Quarto do Filho (2001)

Seja Bem-Vinda Julia!

Só para dar os parabéns ao Pedro, o papai do ano, que recebeu esta coisinha linda nos seus braços recentemente!
Pedro é um cara amigo de verdade de Brasília e merece, ele e sua família toda felicidade do mundo, e muita paz e amor, como a própria Julia está mencionando!
SEJA BEM VINDA A ESSE MUNDO DE LOUCOS JULIA!

19 de março de 2009

Mulher nenhuma merece um folgado


Com o tempo e a intimidade acabamos por dizer coisas sem hesitar uma a outra. Ao que ela me pergunta: "porque terminaram?" Respondo sem pensar duas vezes, cansada de dizer as mesmas palavras moralmente corretas: "Terminei porque ele não tinha um emprego, me cansei de pagar as contas do restaurante, de ser a única a levar dinheiro para sair". A espera pelo espanto foi inevitável e em vão. Ela me disse que havia passado pela mesma situação certa vez. O cara era um lindo surfistinha de 32 anos, que tinha o aluguel do apartamento pago pela mãe que morava em São Paulo. Concordamos que nós mulheres, mudamos muito ao longo de décadas e a custo de muita luta e batalha. Mas certas coisas não mudam. Um chocolate pra mostrar que lembrou de você durante o dia, um presente no dia dos namorados, pagar a conta das despesas feitas a dois, são coisas que só demonstram quem tem a preocupação de fazer o outro se sentir bem, importante e principalmente atendido emocionalmente. Hoje, mesmo com toda igualdade e da possibilidade de dividir a conta, o homem que se dispõe a arcar com o custo sozinho ganha pontos e fica anos luz a frente do que aqueles que ao virarem para a mulher com quem estão, perguntam: "tem aí, amor?"

No fundo, esses que que se encontram nessa situação foram sem deixar saudade e que nós mulheres, não deixemos que passem novamente em nossas vidas outros desses exemplares. Porque são coitados, no real sentido da palavra, e literalmente, mal pagos. Coitados e mal pagos.



Que nós possamos dividir a conta sim, que você homem possa pagar sozinho, que você tenha um emprego para se orgulhar e fazer ser orgulho para sua mulher, mas que em hipótese alguma, você a deixe pagar a conta sozinha.